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CIÊNCIA E TECNOLOGIA COMO FACTORES CHAVES NO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DE ANGOLA

Ciência-tecnologia e a humanidade

Conhecimento sistematizado é a ciência, as ferramentas criadas ou feitas para interagir em termos físicos com o meio circundante é a tecnologia. Tecnologia significa elevar a produtividade e reduzir os custos de produção, o foco das técnicas sempre foi o lucro.

Ciência e tecnologia representam soberania de um país. E a ciência está presente em tudo mesmo alguns achando que está longe, telefone, televisão, os alimentos. A gente poderia não produzir tudo que consumimos mas existem coisas que temos feito que não fazem sentido, temos enviado dinheiro fora, temos ajudado empresas em outros países. 

A gente precisa urgentemente estabelecer metas e prioridades, porque angola produz fósforo e não faz sentido importa caxas de fósforos para cozinha, temos mar, não faz sentido importar sal, temos terras aráveis e não faz sentido importar alho, cebola, tomate. Até paliteiros importamos. É preciso parar de financiar empresas que estão noutros territórios com coisas que poderiamos fazer aqui. 

É preciso colocar a ciência e tecnologia no seu devido lugar porque o avanço científico e tecnológico possíbilitou a Revolução Industrial. A partir da Revolução Industrial os conhecimentos tecnológicos e a estrutura social foram modificados de forma acelerada. O progresso tecnológico possibilita uma vida mais fácil e confortável. O desenvolvimento tecnológico é um processo irreversível para as pessoas que o vivenciam. 

A tecnologia é fruto da aliança entre ciência e técnica, a qual produziu a razão instrumental. Esta aliança proporcionou o agir-racional-com-respeito-a-fins. A tecnologia é tempo, é espaço, custo e venda, pois não é apenas fabricada no recinto dos laboratórios e usinas, mas recriada pela maneira como for aplicada e metodologicamente organizada. Daí a razão de ter pessoas capacitadas e qualificadas para acompanhar essa dinâmica. 

O conhecimento científico prévio é a melhor ferramenta para controlar as conseqüências de uma aplicação tecnológica, pois não se trata de um processo cego de ensaio e erro e sim de uma intervenção no mundo, baseado no conhecimento teórico e do método experimental próprio da ciência moderna.  

Hoje quem dirige e controla a pesquisa científica é o poder tecnológico. Devemos parar de comprar a tecnologia juntos com os técnicos, se a tecnologia já é comprada pelo menos devemos ter os nossos técnicos para evitar gastos excessivos. 

Como a tecnologia afeta a economia

A questão da tecnologia no mundo moderna não se dá pela ausência ou falta de técnicas rudimentares para a produção, mas acontece que as técnicas rudimentares não têm como competir no mercado mundial minada pela tecnologia de ponta, querendo ou não o que podemos produzir em três meses usando técnicas rudimentares a tecnologia moderna resolve em horas ou minutos, fica difícil competir no mercado nessas condições. Deste jeito o mercado internacional continuará invadindo o país tornando difícil sermos donos dos nossos narizes. Entretanto a ciência e tecnologia podem tornar o investimento do estado mais eficiente, por exemplo: 

Na Geofísica, conhecimento geofísico bem aplicado pode organizar o território nacional e melhorar a aplicabilidade das políticas sociais, evitando gastos desnecessários na escolha de locais apropriados para implementar por exemplo um aterro sanitário ou cemitérios, já que colocado em locais com a existência de águas subterrâneas ou aquíferos podem ser contaminados, evitando prejuízos futuros. Locais com recursos preciosos que não podem servir de habitação. Solos instáveis. 

Na agricultura a tecnologia de tratores, outras máquinas, sistema de irrigação, equipamentos de controle de temperatura e também fertilizantes, claro sem exagero em agrotóxicos e processos de trabalho têm contribuido para uma melhoria enorme em termos de produtividade e rentabilidade no campo.

Internet e Tecnologia nos bancos, hoje em dia as mídias sociais tem servido como base de emprego de muitos jovens, alguns com o seus canais no youtube têm recebido apoio financeiro de contribuições financeiro micros de seguidores mas Angola está longe disso porque os bancos não estão acompanhando a dinâmica ao ponto de facilitar conectar as contas com os números de telefones para possibilitar movimentos. 

Na saúde, ao invés de continuarmos a investir em milhares na saúde para acabar com o problema, deveriamos investir na prevenção, existem doenças que a ciência erradica, a química aplicada, ecologia e a biologia podem eliminar uma série de doenças que ainda enfrentamos. 


Física quântica, já soluciona vários problemas da saúde. O estudo dos quantos deu origem a muitas coisas já que trabalha com as partículas micros. 



Transporte, metro uber, casas de apostas.

Angola deve apostar em tecnologia que não satisfaçam apenas o nacional mas principalmente os países vizinhos. 


Angola precisa entender que sem ciência e tecnologia o país não vai diversificar a economia e não vai sair da crise. Muitos dizem que alguns fazem crítica mas não dão sugestões, se o problema está na falta de sugestões é preciso conversar, mas algo que não está resultando fica visível a todos com ou sem sugestões. 

Paises com maior investimento na tecnologia e inovação
1. Estados Unidos (US$ 476,5 bilhões)
2. China (US$ 370,6 bilhões)
3. Japão (US$ 170,5 bilhões)
4. Alemanha (US$ 109,8 bilhões)
5. Coreia do Sul (US$ 73,2 bilhões)
6. França (US$ 60,8 bilhões)
7. Índia (US$ 48,1 bilhões)
8. Reino Unido (US$ 44,2 bilhões)
9. Brasil (US$ 42,1 bilhões)
10. Rússia (US$ 39,1 bilhões)
11.  Itália (US$ 29,6 bilhões)
12. Canadá (US$ 27,6 bilhões)
13. Austrália (US$ 23,1 bilhões)
14. Espanha (US$ 19,3 bilhões)
15. Holanda (US$ 16,5 bilhões)

Estado da ciência e tecnologia em Angola.

O relatório de 2015 da UNESCO indica que Angola está numa posição desfavorável em relação ao número de artigos científicos, indexados em publicações internacionais. No referido período, Angola tinha, apenas, dois artigos por um milhão de habitantes, ao passo que África do Sul havia publicado mais de cem artigos em revistas internacionais. 
Investimento na ciência e tecnologia em Angola.

Angola tem um investimento débil na produção científica, por não atingir um por cento do PIB, tal como recomenda a UNESCO, segundo a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação. Maria do Rosário Sambo avançou que os dados reportados entre 2011 a 2012, referem que Angola apenas investiu 0,07 por cento do PIB em ciência. 

O investimento em ciência tem uma relação com a capacidade de produção do novo conhecimento e com a capacidade de produtividade do país. 


124,2 bilhões USD (PIB 2017)

Qual seria a relevância de se criar uma academia de ciência no que tange ao impulsionamento da ciência e tecnologia em Angola? E como estruturar uma academia de ciência em Angola?

Entre 2013/2017 PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) previa a criação de uma academia de ciências que seria dedicado à pesquisa e ao debate técnico-científico, bem como a promoção do desenvolvimento, modernização e competitividade do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, segundo o jornal expansão. Já que uma academia de ciência serviria para divulgar e impulsionar o debate nacional sobre cultura científica e a política nacional de ciência, tecnologia e inovação. Academia de ciência serve para estabelecer o sistema de avaliação e controlo de qualidade das unidades e centros de investigação científica e tecnológica. Também serve para a promoção da articulação entre o sistema do ensino superior e o sistema de ciência e tecnologia com o sistema produtivo, assim como a definição de política nacional de aquisição e transferência de tecnologias adequadas às necessidades do país (Jornal_Expansão, 2019).

A comunidade científica poderia trazer para a sociedade discussões científicas sobre vários problemas que enfrentamos, documentos com soluções práticas dos problemas, opiniões de vários cientístas sobre os problemas visíveis em Angola. Discutir as questões científicas mais relevantes da sociedade. 

O desenvolvimento tecnológico depende em grande parte da formação de recursos humanos capacitados, bem como de investigações consistentes, contínuas e a longo prazo. O país começou a fazer investigações científicas e desenvolvimento tecnológico a partir de 2000, com programas de mestrados e doutoramento, que elevou o grau de investigadores, mas não de investigação científica, pois se traduz no reduzido número de patentes efectuadas em universidades e centros de investigação científica. A nível do país, maior parte da investigação científica se limita aos trabalhos de fim de curso (Agência_Angola_Press, 2017).


O Presidente angolano, João Lourenço, inaugurou a Academia de Ciências Sociais e Tecnologias, uma instituição de ensino superior pública, que custou ao Estado 72,9 milhões de dólares, 90% dos quais financiados pelo Eximbank da China. O empreendimento visa dar formação em serviços de informação a quadros de instituições estratégicas do Estado angolano, sobretudo as que lidam com o estrangeiro, sendo-lhes ministrados os princípios dos modos de ser e de estar em missões de serviço de Estado no exterior do país, segundo o diretor-geral do Serviço de Inteligência Externa de Angola (África_21, 2019)


Academia de ciências pode funcionar como sistema de ciência e tecnologia que pode ser criada para estudar solos angolanos, complexidades do ecossistema, tipo de animais, o que pode se fazer para tornar o aproveitamento disso mais eficiente. É preciso gerar químicos, biólogos geólogos qualificados a gente tem muita riqueza.

Que relação podemos estabelecer entre a inteligência artificial e a economia nas sociedades modernas? E como Angola está neste campo?


A Inteligência Artificial é a combinação de múltiplas tecnologias que permitem que as máquinas percebam, compreendam e atuem – e aprendam por conta própria ou complementem as atividades humanas.


Big Data, Machine Learning e alto poder computacional proporcionam uma melhor compreensão das expectativas e intenções dos clientes, possibilitando experiências aprimoradas e melhor posicionamento competitivo, enquanto a adoção de Inteligência Artificial impulsiona a eficiência operacional. (Giovanolli, 2017).


A gente reclama muito de ingerência mas parece que não percebemos que autonomia de um país não é algo que se implore, mas sim é preciso desenvolver uma estrutura que possa garantir isso. E isso passa em compreender as dinâmicas sociais para poder se prevenir dos invasores. Hoje o mundo não é comandado apenas por armas nucleares mas sim os algoritmos têm ocupado cada vez mais este espaço de guerras frias e guerra comercial. 

Os algoritmos trabalham com dados, comentários, pesquisas, postagens, ... assim ele consegue estabelecer estudo sociológico das regiões. O oitavo livro da série games of thrones foi criado por um algoritmo. Os cientistas estão pegando vários tipos de exames médicos de uma certa doença, os diferentes sintomas em diferentes regiões, diferentes estações criando algoritmos para compreender esses dados e elaborar novos exames e os novos exames de Alzheimer feitos recentemente por robôs e médicos estão coincidindo. 

O Bibylon no Reino Unido já resolve vários problemas que nem precisa mais de médicos, Ruanda já quer o sistema com bibylon já que os estudos indicam que tem 90% de certeza diferente dos humanos que é 30%. Aplicativo como Hobot pode fazer testes de psicanálise. Com tempo os trabalhos burocráticos serão substituídos por algoritmos. O aplicativo de crime do Estados Unidos consegue antecipar os crimes. Aplicativo mitojo que ensina matemática ou física ajustando o método as dificuldades dos aluno.


É preciso criar incentivos para os investigadores, atribuindo valor as suas pesquisas, aplicando os seus estudos. Não basta criar iniciativas ou financiamentos mas é preciso acompanhar esses programas para avaliar a sua viabilidade, eficiência e elaborar relatórios credíveis dos resultados. A gente ainda tem livros que tratam da nossa realidade escrito por outros, eles têm acesso a dados quando na verdade para ter dados para uma tese de fim do curso nas nossas universidades é uma guerra. As empresas devem participar valorizando os nossos cientistas, chamando-os para fazer ou participar de pesquisas internas das empresas. Ciência e tecnologia não é apenas para acadêmicos mas é crucial para o desenvolvimento do país.

Referências bibliográficas

Brasil247. (16 de MAIO de 2015). Como a tecnologia afeta a economiaFonte: ttps://www.brasil247.com/pt/247/economia/181203/Como-a-tecnologia-afeta-a-economia.htm

ONLINE, É. N. (19 de 12 de 2018). Lista de países que mais investem na tecnologia e inovação. Fonte: ÉPOCA NEGÓCIOS: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2018/12/veja-quais-sao-os-paises-que-mais-investem-no-motor-da-inovacao-brasil-esta-na-lista.html

Portal_Angola_. (06 de Junho de 2019). Angola gasta menos de 1% do PIB na produção científica. Fonte: Portal Angola: https://www.portaldeangola.com/2019/01/31/angola-gasta-menos-de-1-do-pib-na-producao-cientifica/

Rosemari Monteiro Castilho Foggiatto Silveira, Walter Antonio Bazzo, . (s.d.). Ciência e tecnologia: transformando a relação do ser humano com o mundo . Núcleo de Estudos.

África_21. (2019, Junho 11). Presidente de Angola inaugura Academia de Ciências Sociais e Tecnologias. Retrieved from África 21 Digital: https://africa21digital.com/2019/05/20/presidente-de-angola-inaugura-academia-de-ciencias-sociais-e-tecnologias/

Agência_Angola_Press. (2017, Outubro 12). Falta de investimentos condiciona desenvolvimento tecnológico. Retrieved from Agência Angola Press: https://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/ciencia-e-tecnologia/2017/9/41/Falta-investimentos-condiciona-desenvolvimento-tecnologico,677cd544-2724-4b82-95ea-871316d888ed.html

Giovanolli, R. (2017, Julho de 20). O impacto da Inteligência Artificial na indústria financeira. Retrieved from Canaltech - Tecnologia para quem entende: https://canaltech.com.br/infra/o-impacto-da-inteligencia-artificial-na-industria-financeira-97590/

Jornal_Expansão. (2019, Junho 11). Academia de Ciências chega a Angola até 2017. Retrieved from Jornal Expansão: http://expansao.co.ao/artigo/32009/academia-de-ci-ncias-chega-a-angola-ate-2017?seccao=5




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POR QUE AS UNIVERSIDADES EM ANGOLA TÊM POUCA PRODUÇÃO EM TERMOS DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS?

O que é um artigo científico?


É um documento científico que obedece algumas regras como: autoria declarada, apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas mais diversas áreas do conhecimento. Os artigos científicos podem trabalhar tanto com os resultados de uma pesquisa teórica, de base bibliográfica, com pesquisas mais práticas, que envolvam, por exemplo, a coleta de dados e experimentações. Entretanto, um artigo científico exige uma certa percentagem de inovação, que pode ser em termos de ideias ou reorganização do existente. Contudo, vale ler e solicitar diferentes tipos de artigos existentes para melhorar a sua compreensão sobre a matéria, já que as regras mudam conforme as instituições, revistas e organizações. 

A publicação de um artigo científico ou técnico é uma forma de transmitir à comunidade técnico-científica o conhecimento de novas descobertas, e o desenvolvimento de novos materiais, técnicas e métodos de análise nas diversas áreas da ciência. Eles não costumam ser muito longos e, por isso, têm, em média, 20 páginas.

Por que publicar artigos?

É importante realçar que o conhecimento que temos hoje é fruto de várias publicações feitas por cientístas ou investigadores no mundo ao longo dos anos, isso significa que partilhar ideias e conhecimentos, sempre foi a melhor maneira de desenvolver a ciência. Então, antes de tudo é preciso valorizar o esforço dos antecessores retribuindo o mesmo esforço para o benefício da comunidade académica. Por outra ter um artigo publicado e ver seu nome sendo citado em outras pesquisas agrega valor e autoridade ao seu currículo e à sua carreira acadêmica. Muitas revistas científicas usam como critério de aceitação de trabalhos o número de referências que outros pesquisadores fizeram a você. Lembre-se sempre que artigos são a base de comunicação entre acadêmicos e pesquisadores. Então, os artigos científicos são a chance de tornar os resultados da sua pesquisa acessíveis e duradouros para outros pesquisadores. Se o resultado da sua pesquisa não for compartilhado, ele não terá tanto sentido (e até utilidade) para o meio científico.

Quem pode publicar artigos?

Os artigos científicos exigem um conhecimento sofisticado e um pouco mais elaborado já que tratam do estudo e da análise de temas específicos, o mais habitual é que eles sejam escritos por especialistas no assunto. Então, é comum, vermos graduados, pós-graduados, mestres, doutores e pós-doutores desenvolvendo esse gênero científico. Porém, a verdade é que não existe uma regra que determine quem pode ou quem não pode escrever artigos científicos. Uma prova disso é que a Royal Society, uma das maiores revistas científicas do mundo, já publicou um artigo escrito por criançasO que acontece é que as condições de publicação ficam a critério dos próprios veículos. Então, o ideal é checar se você, enquanto autor, e o seu material cumprem os requisitos do periódico, revista ou do evento.
Quais são os procedimentos para publicar um artigo científico?
Um artigo acadêmico deve ser relevante para a área. Ou seja, não é qualquer trabalho de aula que rende publicação. O texto precisa trazer informações inéditas. Para isso, não há alternativa a não ser pesquisar. Não basta ter um assunto para gerar um artigo científico, é preciso que o conteúdo que será gerado apresente uma novidade científica e 70% do conteúdo seja original. 

Para escrever um artigo científico siga os seguintes passos: 
1 – Esolha um tema

O tema deve ser da sua preferência, com certeza deve ser de algo que tem domínio. Em seguida, estude o que já foi publicado sobre o assunto. Você pode verificar trabalhos em revistas científicas. O GoogleAcadêmico e o Banco de Teses e Dissertações da Capes também são repositórios que oferecem um bom material de referência.

2-Estruture um modelo em função das normas
O modelo deve ser de acordo a revista que pretende publicar. Mas com certeza coisas como: problema social, objectivos, objecto de estudo, hipótese, metodologia, discussão dos resultados, conclusões, bibliografia, ... estarão sempre presente de uma forma ou outra. 

3 – Escreva
Quanto maior o seu esforço em coletar dados, mais perto você estará para escrever um artigo. É preciso ter habilidades de redação. Procura ler mais sobre redação de um artigo para aperfeiçoar a escrita.

4-Formatação do texto
É preciso dar prioridade as normas da revista que pretende usar para publicar, caso possa escolher de forma independente, pode escolher as normas APA.

5-Publicação

Concluido o artigo chega o momento de enviá-lo para publicação. Você pode inscrevê-lo num congresso de pesquisa ou num periódico da área, desde que atenda aos requisitos. Enviado para revista ou qualquer instituição para publicar só te restará aguardar pela resposta ou confirmação da revista. Assim que for publicado, a revista enviará o link, endereço ou código do seu artigo para aceder. Até receber a resposta vai precisar ser paciente porque as revistas podem demorar para responder, já que eles precisam revisar o conteúdo, passar no processo burocrático para ver se o conteúdo é plágio, se corresponde com as normas deles ou não. E pode levar 6 meses para responder. 

Onde publicar artigos?

Escolher uma revista quando se faz publicação pela primeira vez pode ser um trabalho meio complexo mas não fique desmoralizado que não é assim tão difícil. Principalmente se forem iniciantes no assunto. Teoricamente, você pode publicar artigos em qualquer lugar: blogs, Linkedin e outras redes sociais. Sendo que essas não são as opções mais adequadas, visto que não são veículos de autoridade no assunto e os conteúdos não passam por critérios de avaliação, que definem a sua relevância e qualidade. Se o conteúdo for reprovado, tente avaliar suas falhas e aprender com elas. Busque ajuda de um pós-graduando ou de um professor de confiança. Estude um pouco mais e, quando estiver confiante, tente outra vez. Com persistência, você conseguirá publicar seu primeiro artigo científico.

Revistas Científicas ou Periódicos

Cada revista científica costuma trabalhar com um tema específico ou com um eixo temático. Por isso, é bom ficar atento aos periódicos da sua área de pesquisa. Tem revistas que só publicam sobre saúde, educação, então, verifique antes de enviar o seu artigo. Você pode achar a revista perfeita para o seu artigo em alguns indexadores, como:

  • Scielo;
  • Directory of Open Access Journals;
  • Plataforma Sucupira;
  • Science Direct;
  • http://www.enago.com.br/journal/index.php?page=4 (neste site tem várias revistas)
Caso queira ter acesso a uma lista de periódicos por área de atuação, você pode acessar a lista produzida pela própria Scielo: Lista de Periódicos por Assunto.
Factores a analisar na escolha da revista

  • Credibilidade da revista
  • Frequência de publicação
  • Objectivo
  • Audiência
  • Impacto dos trabalhos publicados 
  • Prestígio, autoridade e relevância
  • Modalidade de acesso
  • Restrições

A importância de publicar em inglês

Traduzir o seu trabalho para o inglês aumenta, consideravelmente, as chances de colaborações e oportunidades de trabalhos futuras. Afinal, é mais gente tendo acesso a sua pesquisa e aos resultados que você obteve com ela!
Entretanto, é preciso tomar muito cuidado com essa tradução. Traduções mal feitas podem, ao invés de atrair, repelir cientistas e editores. Se não domina o inglês, opte, por exemplo, por contratar o serviço de um tradutor.
Situação de Angola no campo de investigação científica no mundo (Ranking).



Angola no Ranking de África segundo o site https://www.4icu.org/top-universities-africa/

25-Universidade Agostinho Neto
26-Universidade Católica de Angola
27-Universidade Metodista de Angola

Análise sobre a problemática de publicação de documentos nas universidade públicas e privadas em Angola (Por que os docentes universitários em Angola publicam pouco? Por que nem se quer tradução de livros temos?).

Penso que a primeira coisa a destacar é a deficiência do sistema de ensino em si, porque a investigação é a base para elaboração de documentos. Para escrever sobre algo com propriedade requer o domínio razoável das materias e esse domínio é dado pela prática que não existe em muitas universidades em Angola. A prática no ramo da engenharia é obrigatório já que dá dados que podemos usar para interpretação dos fenómenos. 

Academia não tem políticas de incentivos para quem faz publicações. Essa história de fazer por gosto é possivel mas são poucos que fazem por esta via. Investigação é algo sério, exige dinheiro, tempo, conforto, condições. 

O PROFESSOR É TRABALHADOR

É preciso tirar o peso nas costas dos professores, achar que eles fazem isso por amor a humanidade não se importando com os sacríficios. É preciso olhar para o professor como um profissional a semelhança dos outros, tem necessidades biológicas e materiais, portanto, garantir dignidade e uma vida qualificada é garantir a qualidade do ensino. Por mais amor que tenha a camisola existem interfências destruitivas que percorrem no sentido inverso da corrente. Estudar, investigar, aprofundar as ideias e bases para transmitir ideias sólidas exige tempo e sacrifício, fazer isso sem água, energia, internet, alimentação em casa é exigir milagres. Aprofundar, diversificar e aperfeiçoar a inteligência significa abrir-se para o mundo, fazer cursos, fazer prática, fazer experimentos, viajar e fazer turismo para compreender a complexidade do universo e aprender línguas e isso exige alguma base financeira, coisas que já ultrapassam uma simples vontade de ensinar. 



Quais são os problemas políticos que influenciam negativamente na questão da investigação científica em Angola?

É NECESSÁRIO LIBERTAR A ACADEMIA

Nunca teremos ciência e tecnologia local se continuarmos a misturar a academia com interesses, ideologias e vaidade política. O reitor não tem expressão (autoridade) diante dos decanos, os decanos não têm expressão diante dos chefes dos departamentos, os chefes dos departamentos não têm expressão diante dos professores, está tudo amarrado como nós das malhas complexas de Kirchhoff. Não existe hieraquia nem respeito, porque todos estão presos pelo QI (quem indicou). O poder talvez seja uma obsessão para muitos mas é preciso sonhar e pensar no plano mínima de humanidade e deixar algum legado para os sucessores. 



É preciso começar a fazer ciência e não política nas universidades. Deve haver critérios claros e eficientes para se compor os quadros directivos das universidades e facauldades já que serão eles os líderes por tomarem a linha de frente nesse sentido. 



Qual é a relevância da produção de documentos para as instituições universitárias, Estudantes, Professores e País?

Divulgação científica.
Aumentar o prestígio do autor.
Valorização do seu trabalho.
Aumentar o prestígio da sua instituição ou empresa.
Se posicionar no mercado de trabalho.

Publicar artigos técnicos é uma actividade fundamental para um cientista de verdade. Por que?

Mas quero deixar uma recomendação aos professores, vocês são os pilares de uma sociedade, se colocar no lugar de activo é a vossa responsabilidade e não olhar para o desmando que acontecem nas instituições e país de forma passiva, sem acção, sem intervenção, sem debates. Reunam-se nas universidades, debatam sobre esses pontos encontrem ou forcem alternativas. Não podemos aceitar que um deputado tenha todas as mordomias e a escola que é o pilar não tenha base para investigar, para compreender e solucionar os problemas sociais. Façam o esforço necessário mesmo pelas condições que têm. E publicar um artigo por ano ou por semestre não tem justificativa além de falta de vontade e sonhos. Crie desafios para você, cria metas para você mesmo e comece um programa de publicações regulares mesmo que for 2 artigos por ano. 



Pouco investimento na investigação, até porque os departamentos não têm linhas de ingestigação. 



O problema da produção científica e pesquisa em Angola

O problema começa na forma como as universidades são estruturadas, e como o processo todo de obtenção de licença de ensino acontece. Os atropelos para aquilo que seria o ensino está na base do problema todo. Os professores precisam publicar artigos científicos, mas como farão as pesquisas, que tipo de incentivos logístico, suporte material e humano as Instituições de Ensino fornecem?Qualquer trabalho de investigação exige a aquisição de dados. A progressão na carreira ou reconhecimento no País é inexistente. A falta de engajamento científico dos professores também não ajuda (Augusto Dianda)

Em Angola são os alunos que correm atrás dos dados, quando na verdade as Universidades deveriam criar canais próprios para assegurar e facilitar o acesso aos dados. Se a pesquisa não é valorizada e não alimenta barrigas, quem se dará ao trabalho? Então, é preciso corrigir isso. As melhorias e reformas são obrigatórias se queremos ter uma academia competitiva a nível internacional. Precisamos ter centros de pesquisas e laboratoriais funcionais, e ter lá técnicos que compreendam a dinâmica dos instrumentos (Augusto Dianda).

Sites usados:

https://viacarreira.com/como-publicar-seu-primeiro-artigo-cientifico-183802/
https://blog.even3.com.br/publicar-artigos/
http://revista.facped.com.br/index.php/rcdr/announcement/view/1


Zongo armando em, POR QUE AS UNIVERSIDADES EM ANGOLA TÊM POUCA PRODUÇÃO EM TERMOS DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS?
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REFLECTINDO A FEMINILIDADE

A feminilidade como estilo de vida, como gênero, como personalidade tem bases históricas muito difusas. Apesar dos dados arqueológicos que servem de alguma relevância mas a orogenia não deixou evidências claras dos diferentes porquês. Por mais que se tente encontrar algum culpado na história que com certeza deve ter existido mesmo de forma inconsciente é preciso apreciar a diversidade da natureza e compreender que os fenômenos naturais não obecem a vontade de humanos, com certeza a sua existência independe de nós, então, tomar decisões que favoreçam ambiente paleoclimatico é uma atividade sábia. Contudo a mulher é a nossa rocha mãe, mesmo com as migrações os indicadores directos estão nela registrados.

Maturidade e inteligência da mulher garante agentes geológicos que causam uma agradação cobrindo as falhas normais, inversas, grabens, raftas, horst que atacam e causam deformações no lar, abrindo poros que dão margem a destruição da brisa. As vezes um pouco de intemperismo no lar ajuda a despertar sentimentos adormecidos e se for químico permite a geração de elementos de neoformação, se for físico ajudará na geração de energias para superar os fracassos, se for biológico vai dar liberdade para compreender melhor a máquina mais complexa do universo que é o corpo humano proporcionando a reciclagem para melhor funcionamento do metabolismo. Nesta linha de pensamento é preciso perceber que brigar, gritar, impor ideias, não significa exigir respeito mas simplesmente falta de capacidade de educar pelo dialogo, pela sensibilidade, pela negociação dos critérios. Falar tudo que pensa, agir de forma compulsiva não alimenta a tranquilidade mas sim são indícios fortes de falta de autocontrole. Usa a fórmula dos sábios, aprenda a se doar sem fixar muita fé no retorno, o mundo é ingrato e ajudar nunca deve ser na perspectiva dos outros mas sim na capacidade que os actos têm de transformar a sua personalidade numa pessoa melhor.

Simone de Beauvoir visualizou uma realidade objectiva dentro da sua visão do mundo mas a mãe, a irmã, a tia, a avó, a Sra, a trabalhadora, a filha e a esposa que aprendi a amar, a admirar, a respeitar surge no quaternário, que mesmo submetido a catástrofes naturais e artificiais mostrou uma resistência superior a do diamante, riscando qualquer dificuldades que surgiu na sua frente. É impossível descrever mulher sem pensar na mãe, essa Sra resiste a todas as erosões, transportes, sedimentação, compactações, diagêneses, metagêneses e catagêneses que enfrenta no dia-a-dia.  



Zongo Armando em, REFLECTINDO A FEMINILIDADE
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A MINHA D.D.P

Apesar das insuficiências e limitações que os dicionários humanos proporcionam para poder encontrar palavras que pemitam formular frases que tenham alguma verossimilhança com os factos tentei buscar a correlação e combinação múltipla mesmo com as reverberações que conduzem a uma indução de altas frequências. Não é que esteja descrevendo algo inédito na história da humanidade mas simplemente uma raridade principalmente nos tempos modernos com o imediatismo, ridicularização dos sentimentos nobres, morte da empatia e compaixão, mudanças de paradigmas nos aspectos gerais de masculinidade e feminilidade. 

Que escolha mais complexa! A gente experimentou os estágios de dor humana mais complexos, uma herosão milenar sem hiatos, levando para depósitos indesejáveis a nossa razão construtiva. Fomos submetidos a temperatura crítica de Curie, elevando a crítica a insignificância da existência, já que nenhum magnetismo servia de orientação dos polos. A autonomia do Eu foi sequestrada, as ideias foram cratonizadas sofrendo um basculhamento sendo extremamente heterogéneo. 

É inevitável escrever isso sem deixar cair lágrimas, o trauma das insónias, da imprevisibilidade do futuro chocam os núcleos dos neurónios e mesmo com os olhos abertos existe o receio de abrir os olhos e perceber que estou sonhando com o futuro e o presente é o suposto passado no imaginário. 

Admirar e elogiar você é uma medida inteligente mas ainda prefiro buscar adjectivos mais compatíveis com a sua personalidade. De facto já mergulhei por anos nas questões mais complexas da humanidade como o verdadeiro sentido e a essência da existência, mas você respondeu isso pra mim com todos os detalhes. 

Agradeço não pelo sonho mas por despertar o meu lado metafísico e epistemológico.

Não desejo felicidade eterna, isso serve para os contos de fadas mas não para os seres humanos complexos, com tristezas, traumas psicológicas, problemas, doenças, ... Mas sim, desejo perseverança nas dificuldades, maturidades nas desavenças, perdão nos erros, diálogo nos mal-entendidos, suporte nos fracassos e amor nas crises.

De Zongo Armando para  a Mãe da Lweji.
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UM PERÍODO COMPLETO EM COORDENADAS GEOGRÁFICAS DISTINTAS

É uma dor adimensional, algo que não tem parâmetros que capazes de quantizar. Olhava para o meu futuro me baseando no uso adequado e ideal das equações ondulatorias da luz segundo a óptica geométrica, para minimizar os efeitos dos ruídos incoerentes processava as minhas visões tendo em conta os filtros de frequências de bandas largas buscando os parâmetros do Boyle-Mariotte apesar da consciência do idealismo exacerbado. A heterogeneidade do universo não me surpreendeu mas provou a ignorância da minha margem de erro calculda com uma máquina científica comprada na bancada do meu vizinho congolês que vende no Kikolo. Nunca imaginei esse momento insuportável porque sempre fui muito afectivo e bom apreciador da infância, uma das justificativas da orientação da polaridade da minha essência.

Sempre tive uma ligação muito forte com crianças, brincar, ensinar, me divertir, apreciar crianças sempre foi o meu forte mas há um ano que ver crianças sorridentes, crianças no parque infantil com os pais brincando tem me causado alucinações, uma tortura psicológica sem precedentes me levando no último estágio de dor humana que é o desespero, já que isso representa um fracasso como pai e consequentemente como um ser humano. Nunca tive pretensão de fazer dos meus sucessores robôs, ou que seja feita a minha vontade, mas sempre tive obsessão de fazer parte das brincadeiras, mimos, inocência deles. Apesar de dar crédito ao conjunto de várias ideias científicas mas nunca cai na armadilha de perceber algumas insuficiências nelas por isso apesar do John Locke escrever que o ser humano nasce como folha branca e a realidade escreve nela mas a diversidade nos pensamentos de pessoas que comungam o mesmo meio deixa algumas anomalias que podem ser eliminadas com a combinação de métodos inderectos. Entretanto, apesar dos ideais da Judith Butler, eu compreendo que não tenho nada a dar a minhas gerações além daquilo que fui ensinado, afinal ninguém ensina o que não aprendeu. O modelo para uma sociedade ideal eu deixo para os revolucionários, eu prefiro apostar no modelo presente ajustando as margens de erros e privilegiando um seguro emocional vitalício.

E nessa linha de pensamento compreendo que essa etapa da Lweji é crucial para semear as sementes mais poderosas da emoção para que a partir da base possa criar um eu autônomo capaz de gerir os conflitos mais assustadores da memória.

A frustração não é mínima e não há consolo capaz de minimizar isso, não se trata de saudades ou vontade de estar perto mas planos e tempo frustrado que jamais será recuperado, será um iato e lacuna jamais preenchida. Talvez seja esse o preço que teria que pagar para ganhar o mínimo que posso dar a ela, profundidade nas ideias e maturidade de um ser seguro dos seus ideais.

Mas é um histórico que deixará o vazio sem precedentes, afinal de contas estou me referindo ausência no primeiro choro, primeiro dente, primeira palavra, primeiro passo, primeira besteira, primeira chatice, primeira confusão. Essa fase os pais criam as raizes mais profundas do processo histórico vivido e as lições básicas de formação de personalidade.

Não existe ganhos que posso aplicar para recuperar essa amplitude afectada pela heterogeneidade da vida.

A minha única alegria é a pessoa que está ai seu lado, ela é mais do que uma mãe, tem sido minha embaixatriz, transmitindo um pouco de mim a você. 

Contudo, apesar do tempo cronológico humano ser irrenovável o que sobrou serve como oportunidade para tocar instrumentos musicais contigo, ser pacificador da sua mente, preparar você para vida e não para o sucesso, tornar você uma sucessora e não herdeira, democratizar a sua mente com tolerância e empatia para que nunca sinta a necessidade de fazer de um ser humano de alcatrão para atingir os seus objectivos. 

Contudo, nessa data especial desejo felicitações apesar da inocência. Os melhores votos nessa data especial Lweji.

Zongo Armando em, UM PERÍODO COMPLETO EM COORDENADAS GEOGRÁFICAS DISTINTAS.


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